Seltsam
Raro, estranho
De agora me perco
no ventre raro das rochas
nos cascos das montanhas
onde vagueiam javalis feridos
saio por dentro
em pus gangrena
e em lua-cheia
uivo por fim
de agora me sou
raro estranho
e na dor me desentranho
serafim que não vive em mim
ardidos são das vítimas os requerimentos
campo de concentração de todos os lamentos
quando o sol bate em retirada
e explode dentro de nada
alquimista soldador
é da morte o pintor
apocalipse da cor
explosão turbina de motor
2014